"Amanhã digo-te algo para irmos tomar café". Mais uma mentira, mais uma esperança vã de concretização impossível que me destruirá, ainda que ele não perceba. Mas desta vez estou preparada e ele já não me dói no coração. Já não me controla os pensamentos nem guia os meus passos apenas com o som das suas palavras. Pelo menos foi tudo isso que pensei naquela véspera de Natal, depois de caminharmos lado a lado enquanto nos relembrávamos que não éramos os mesmos mas, no fundo, nada tinha mudado. E errei. Pela primeira vez errei com ele e a mensagem apareceu, o café surgiu e estamos aqui, 3 meses depois. Desde 2013 a escrever sobre ti e tenho-te comigo pela primeira vez em 2019, seis anos de uma estranha vontade de ti.
Ainda não me habituei a que sejas meu. Quero gritar a cada versão do passado que finalmente te tenho, te toco, te abraço, de beijo, e é tudo tão suave como tinha imaginado. Que bom é ouvir-te dizer que me queres contigo...
(...)
Março 2019
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