quarta-feira, 26 de outubro de 2016

passion

Toda a minha vida vivi a acreditar que o amor era suficiente. Que curava males, superava barreiras, dava um pontapé no rabo de qualquer obstáculos. Depois veio alguém. Depois veio o amor. E aí percebi finalmente porque dizem que não o é. Porque é que casais se separam perdidamente enamoradas mas simplesmente "não dava mais", "não podia continuar", "era incompatível manter".

Estou numa relação em que há amor, aos montes até. Há carinhos, mimos, abraços, entreajuda. Mas a chama está apagada e não sei se alguma vez a encontrei acessa.

Sou uma pessoa que precisa de paixão, de emoção, de desejo como alguém precisa daquele copo de água num dia de sede. Talvez seja superficialismo ou talvez se denomine apenas como "precisa de sexo" mas eu acredito que vai além disso. Porque eu preciso da initimidade que o sexo tras, da loucura, de sentir que me querem tanto como eu quero, que posso olhar para os olhos de alguém que amo sabendo que podiamos saltar para cima um do outro ali, naquele exacto instante, porque há uma chama acessa e há a loucura da paixão. E não me venham falar que apenas existe nos filmes, nos livros, na ficção e que no que toca ao real a paixão é acessória e o amor basta para sobreviver. Para alguns. Para ele. Para mim não e, honestamente, não há amor suficiente que sobreviva à infelicidade de não ter aquela ponta ardente de paixão necessária. .

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