Os meses passam. Os ambientes mudam. Novas pessoas surgem. O meu coração é despedaçado, curado, despedaçado novamente.
Eu cresço. Eu mudo. Eu amadureço.
Mas eu não avanço. Não me despego de ti e daquilo que nunca chegaste a ser para mim.
É a ti que eu quero. Que sempre quis. Que não sei quando hei de deixar de querer.
Porque eles aparecem, uns atrás dos outros, mas eles não são tu. Não têm o teu jeito, a tua face, a tua personalidade. És a personificação de tudo o que desejo e desprezo. Elevaste a fasquia ao mesmo tempo que, por magia, a conseguiste meter tão baixa, a um nível de mediocridade que nunca encontrarei em ninguém.
E a culpa é tua. Das tuas mensagens, dos teus relembrares constantes e embriagados de que eu existo e tu me queres possuir quando sabes, mais do que bem, que querer para ti é poder.
A culpa é tua de não conseguir sentir nada por quem merecia. Tua de não conseguir confiar em quem nem te conhece. Tua de te não te conseguir esquecer porque, na realidade, sei que ainda não me esqueceste também.
Sem comentários:
Enviar um comentário